Breve Histórico da Sociedade Psicanalítica do Rio de Janeiro

Juliano Moreira exerceu a atividade de Professor de Psiquiatria da Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro e foi a primeira pessoa de renome que em setembro de 1914, pronunciou conferência numa sessão da Sociedade de Neurologia, Psiquiatria e Medicina Legal, sobre A PSICANÁLISE DE FREUD. Três meses mais tarde, o Dr. Genserico Aragão Souza Pinto defendeu tese de doutorado na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, com o tema PSICANÁLISE E A SEXUALIDADE NAS NEUROSES. 

Em 1919, Medeiros e Albuquerque membro da Academia Brasileira de Letras, conferenciou na Policlínica do Rio de Janeiro sobre A PSICOLOGIA DE UM NEUROLOGISTA: FREUD E AS TEORIAS SEXUAIS. 

 Na metade do Século XX, a Psicanálise tomava rumos cada vez mais definidos na Cidade do Rio de Janeiro. Em 1944 foi criado Centro de Estudos Juliano Moreira por um grupo de psiquiatras dentro do Serviço Nacional de Doenças Mentais (SNDM) que buscava formação psicanalítica. O Centro foi dirigido pelo Diretor do SNDM, Dr. Adauto Botelho. Através do empenho do próprio Dr. Adauto Botelho, quatro psiquiatras, os Drs. Walderedo Ismael de Oliveira, Alcion Baer Bahia, Danilo e Marialzira Perestrello, viajaram para Buenos Aires com vistas à análise de formação psicanalítica. 

Em 1946, realizou-se no Rio de Janeiro o Congresso Pan-Americano de Medicina, com a presença de vários psicanalistas argentinos que já pertenciam à recém fundada Associação Psicanalítica Argentina. Em 1947, com a chegada ao Rio de Janeiro do Dr. Domício de Arruda Câmara, que havia passado alguns anos nos EUA, onde se submetera a análise com o Dr. Gregory Zilborg, foi fundado o INSTITUTO BRASILEIRO DE PSICANÁLISE. 

 Em 1948, os Drs. Domício de Arruda Câmara (Presidente do IBP) e Silvio Grieco viajaram para Londres, sede da Associação Internacional de Psicanálise, e conseguiram a vinda, para o Rio de Janeiro, do Mr. Marc Burke, para iniciar a formação psicanalítica de um grupo de dez psiquiatras. No final do mesmo ano, outro analista Didata veio para o Rio de Janeiro, Dr. Werner Walter Kemper, também indicado pelo Dr. Ernest Jones (Presidente da Associação Internacional de Psicanálise) que, então, a partir de 1949, passou a dividir com o Mr. Burke os encargos da formação psicanalítica no Rio de Janeiro. 

 Juntos, o Mr. Burke e o Dr. Kemper procuraram organizar, como Study Group, o Núcleo Psicanalítico do Rio de Janeiro sob responsabilidade e patrocínio da, então Sociedade Provisória de Psicanálise de São Paulo, cujos Diretores eram Dr. Durval Marcondes e Dra. Adelheid Koch. Contudo, começaram a surgir divergências entre Mr. Burke, Dr. Kemper e os seus respectivos grupos de analisandos. 

Em 1950, Dr. Kemper, com seus analisandos, funda o CENTRO DE ESTUDOS PSICANALÍTICOS DO RIO DE JANEIRO, que foi reconhecido pela Associação Internacional de Psicanálise, em 1953, como Study Group. Integrada pelos seguintes membros: Dr. Celestino Prunes, Dr. Luiz Guimarães Dahlheim, Dr, Fábio Leite Lobo, Dr. João

Marafelli Fº, Dr. Gerson Borsoi, Dr, Souza Viana, Dra. Inaura Carneiro Leão, Zenaira Aranha, Inês Besouchet e Noemy Rudolfer. Mais tarde, Dr. Souza Viana deixa o grupo e entra em seu lugar Sra. Kathrin Kemper. 

 Em 1955, durante o 19º Congresso Internacional de Psicanálise em Genebra (Suíça), o Centro de Estudos Psicanalíticos do Rio de Janeiro é aceito como Sociedade Componente da Associação Internacional de Psicanálise, com o nome de SOCIEDADE PSICANALÍTICA DO RIO DE JANEIRO.   A ata de fundação da SOCIEDADE PSICANALÍTICA DO RIO DE JANEIRO foi datada em 29 de setembro de 1955 (data comemorativa) constando os seguintes membros fundadores:

Diretoria: Presidente de Honra − Dr. Werner Walter Kemper; Presidente – Dr. Fábio Leite Lobo; Secretário – Dr. Gerson Borsoi; Tesoureiro – Dr. Luiz Guimarães Dahlheim. 

Membros Efetivos: Anna Katrin Kemper, Fábio Leite Lobo, Gerson Borsoi, Inaura Carneiro Leão Vetter, Luiz Guimarães Dahlheim, Noemy da Silveira Rudolfer e Werner Walter Kemper. 

Membros Associados: Celestino de Maria Prunes, João Marafelli Filho, Zenaira Aranha e Inês Besouchet. 

 Importante incluir, como fato demonstrativo do interesse pela Psicanálise despertado nos intelectuais da ex-Capital do Brasil, entre as décadas 1950/60, a produção editorial da tradução direta dos textos originais de Freud, do alemão para o português, as Obras Completas de Freud, pela Editora Delta (Rio de Janeiro). Seus tradutores foram renomados psiquiatras: Cincinato Magalhães, Elias Davidowich, Gladestone Parente e Odilon Galotti. Hoje, esses textos são relíquias de Bibliotecas, altamente valorizados pelos estudiosos da Obra de Freud de língua portuguesa, e são encontrados na BIBLIOTECA WERNER W. KEMPER da SPRJ. Biblioteca que possui um dos maiores acervos especializados em Psicanálise do território brasileiro. Dispondo de todas as principais revistas internacionais, obras dos autores brasileiros e estrangeiros, além, de guardar documentos da memória institucional e da história do movimento psicanalítico do Rio de Janeiro. 

 A meta de conquistar a Psicanálise como ciência, como progresso de um trabalho terapêutico e como a base de entidade profissional, incluía uma sede para as reuniões. Portanto, a compra da casa – aonde, até hoje, se encontra – começou em 1955 com o empenho de Dr. Lysanias Marcellino da Silva (Membro do CEP) em obter verbas governamentais, que se concretizaram em meados de 1956, com o sinal e princípio de pagamento da compra. 

A Promessa de Compra e Venda do imóvel foi assinada pelo Dr. Fabio Leite Lobo, representando o CENTRO DE ESTUDOS PSICANALÍTICOS DO RIO DE JANEIRO. O restante do pagamento estendeu-se como dívida por 11 anos, impondo aos antigos Membros do CEP e aos recém-chegados a SPRJ, uma quota mensal, a critério de contribuição. 

Em dezembro de 1967, efetuou-se o último compromisso com a Caixa Econômica Federal, dignificando o empenho efetivo do conjunto dos Membros. 

Contudo, a oficialização de posse do imóvel, pela SPRJ, ocorreu por um processo de rito. No dia 03 de novembro de 1987, duas Assembleias Extraordinárias, simultâneas, realizaram-se no mesmo endereço em salas distintas: a do CEP e a da SPRJ. A do CEP, presidida por Dr. Wilson José Simplício e com a presença da maioria absoluta de seus sócios fundadores e efetivos, deliberou por unanimidade a proposta de dissolução do CEP com destinação de seu patrimônio para a SOCIEDADE PSICANALÍTICA DO RIO DE JANEIRO. A da SPRJ, presidida por Dr. Paulo Rocha Lagoa Quinet de Andrade, oficializou o recebimento e a incorporação do referido imóvel aos bens societários.  

A criação do Setor de Assistência Psicológica (SAP), em 1957, foi significativa, por sua dimensão clínico-assistencial num trabalho de abrangência social. A sua primeira organização ficou a cargo dos Drs. Werner Kemper, Leão Cabernite, Lysanias Marcelino da Silva e Sara Furquim. A inauguração, contou com a presença do, então, Ministro da Saúde Dr. Maurício de Medeiros, de quem se sabia ser entusiasta da psicoterapia, por ter feito em seu livro, Psicoterapia e suas modalidades, uma classificação de psicoterapia. O Ministro defendeu a fundação de uma Sociedade Brasileira de Psicoterapia que conciliasse todas as modalidades de psicoterapias. 

A iniciativa de criação desse Setor (SAP) foi de Werner Walter Kemper, que se baseou na sua experiência na Policlínica de Berlim, em convivência com as ideias de Max Eitingon. O objetivo era criar em um contexto que oferecesse tanto o tratamento psicanalítico individual a preços módicos, como, também, dar ambiência para a supervisão e a prática psicanalítica dos futuros psicanalistas. Contudo, ao realçar o compromisso da Psicanálise com o social, gerou uma demanda que instou os psicanalistas a elaborarem conhecimentos mais dinâmicos às necessidades dessa realidade. Por consequência, adquiriu um modelo para trabalhar psicanaliticamente, enquanto experiência de grupoterapia, a qual impulsionou apresentações no 2º Congresso Latino Americano de Psicoterapia de Grupo no Chile em 1960. 

O Relatório Oficial foi de Werner Kemper e Leão Cabernite com o título O problema da investigação em psicoterapia de grupo. Também, as apresentações de Maria Manhães com o título: O artista e a situação inicial na grupoterapia; Werner Kemper, com: Experiência com psicoterapia didática de grupo em candidatos em formação psicanalítica; Leão Cabernite, com: Contribuição ao estudo da dinâmica na grupoterapia; Leão Cabernite e Lysânias Silva e Sara Furquim Almeida, com: Experiência com um serviço de grupoterapia numa sociedade psicanalítica. 

O aprofundamento dos trabalhos de grupoterapia, dentro da SPRJ, levou um número de psicanalistas da SPRJ, fundarem, no início da década de 1970, uma sociedade circunstanciada com a grupoterapia: a Sociedade de Psicoterapia Analítica de Grupo (SPAG – RJ). 

No ano de 1971, a SPRJ contava com 10 Membros Efetivos, 18 Membros Associados e 45 Candidatos em formação no Instituto de Ensino da Psicanálise. Isso significa dizer que 73 pessoas orbitavam pela SPRJ. 

Na Associação Brasileira de Psicanálise (ABP), foi organizado o primeiro Roster, pela Secretária da ABP, Dra. Maria Manhães, na gestão do Dr. Luiz G. Dahlheim (1971 a 1973). Também, Dr. Luiz G. Dahlheim foi o primeiro brasileiro eleito para o cargo de  Vice-Presidente da IPA (1971 a 1975). Posteriormente, a SPRJ voltou a ocupar a VicePresidência da IPA com a Dra. Galina Schneider, entre 1994 e 1997. 

A SPRJ patrocinou a implantação de Núcleos Psicanalíticos que se transformaram em Sociedades Componentes da IPA: em Porto Alegre: Sociedade Psicanalítica de Porto Alegre; em Recife, junto com a SBPRJ:  Sociedade Psicanalítica do Recife; em Campo Grande: Sociedade Psicanalítica de Mato Grosso do Sul; em Belo Horizonte: Sociedade Brasileira de Psicanálise de Minas Gerais. E, sobretudo, a formação psicanalítica através do seu próprio Instituto de Ensino da Psicanálise (IEP − SPRJ) que conta, até a presente data (2017), com 44 turmas de candidatos. 

A SPRJ liderou a organização de alguns Congressos Brasileiros e Latinos Americanos de Psicanálise. Em 1980, patrocinou, com sucesso, dois grandes Congressos no Rio de Janeiro: VIII Congresso Brasileiro de Psicanálise e XIII Congresso Latino Americano de Psicanálise, sendo este último, extremamente dramático quanto ao nascimento da FEPAL (Federação Psicanalítica da América Latina) em substituição ao COPAL (Conselho das Organizações Psicanalíticas da América Latina). A importância eventual, mas decisiva, da SPRJ nesse episódio (do movimento psicanalítico da América Latina), resultou na fundação da FEPAL. 

Os dirigentes da IPA, de então, haviam entendido que o COPAL teria sido criado para fazer oposição a IPA. O tumulto ocorreu durante o XXXI Congresso da IPA em Nova York (1979), que desembocou na dificuldade de permanência da SBPSP (Sociedade Brasileira de São Paulo) e SBPRJ (Sociedade Brasileira de Psicanálise do Rio de Janeiro) no ex-COPAL. Houve, então, um esforço dos psicanalistas argentinos e uruguaios para fundarem, novamente, uma instituição psicanalítica que continuasse congregando as Sociedades da América Latina, em substituição ao COPAL. A aquiescência da SPRJ foi determinante e pontual, nesse momento político de fundação da FEPAL, no XIII Congresso Latino Americano de 1980, no Rio de Janeiro. 

No ano de 1983, dentro da estrutura societária da SPRJ, houve afluência de alguns psicanalistas, no sentido de formar um Fórum de Debates, objetivando a temática da Ética. Este evoluiu como Grupo Pro-Ética desmembrando-se, em março de 2002, em Sociedade Provisória Interina da IPA, a Associação Psicanalítica do Estado do Rio de Janeiro. Posteriormente, no ano de 2005, foi reconhecida como Sociedade Componente da IPA − APERJ – Rio 4. 

Ainda na década de 1980, a SPRJ organizou a 1ª Jornada Internacional da SPRJ = Brasil – Argentina, no Auditório do Colégio Brasileiro de Cirurgiões (Rio de Janeiro) em julho de 1988. 

As apresentações foram em mesas-redondas, com temas amplos, tais como: “Édipo − Em Sófocles e na Sociedade Moderna” apresentada por Dr. Eustachio Portella Nunes (SPRJ), Prof. Junito Brandão (PUC-Rio), Dr. Maurício Abadi (APA) e coordenada por Dr. Paulo R.L. Quinet (SPRJ). “Psicanálise Psicossomática” por Dr. Amaury Queiróz (SPRJ), Dr. Luis A. Chiozza (APA), Dr. Otelo C. dos Santos Filho (SPRJ) e coordenada por Idésio Milani Tavares (SPRJ). “Psicanálise e Psicose” por Dr. Moisés Tractenberg (SPRJ), Dr. Ricardo Avenburg (APdBA) e coordenada por Dr. José Izaí (SPRJ). “Adolescência, Tóxico e Suicídio” por Dr. Carlos Roberto Saba (SPRJ), Dr. Eduardo Mascarenhas (SPRJ) e coordenada por Dr. Miguel W. Montera (SPRJ).

Os antigos Estatutos da FEPAL determinavam que sua governança fosse feita por rodízio entre suas federadas, portanto, para o Biênio 1988/90, foi determinada a SPRJ. Os seguintes psicanalistas foram referendados na Assembleia da SPRJ para a direção da FEPAL: Dr. Eustachio Portella Nunes (Presidente); Dra. Clemilda Barbosa de Souza (Secretária); Dr. Cláudio José Campos Filho (Tesoureiro); Dr. Nilo Ramos de Assis (Coordenador Científico); Ernesto Meirelles La Porta (Coordenador de Publicações). 

A primeira tomada de decisão feita de uma instituição psicanalítica, no âmbito do Brasil, para trazer um público de não psicanalistas para dentro da própria sede, coube a SPRJ, com a atividade da Comissão Científica coordenada pelo Dr. Eduardo Mascarenhas, na Gestão 1989/91 do Dr. Isaac José Nigri. Durante dois anos inteiros, um público “extra sociedade”, interessado, teve acesso, pela primeira vez, às reuniões científicas “dentro” da SPRJ, cujo eixo central foi Sexualidade, através da Obra de Sigmund Freud. Em todas essas reuniões, o auditório ficou superlotado. O efeito da presença desse público significou o “novo”, numa ordem que gerou impactos e oposições de membros. Por um lado, cautela e, por outro, uma alusão satírica de quebrar tabus quanto às “reuniões intramuros” – aquelas dos monastérios ortodoxos. 

Diferentemente de suas congêneres, a SPRJ revelou, desde os primórdios, possuir um grande veio de embate político-institucional entre seus Membros. A partir dessa estrutura, e na conjuntura dos anos 1991 a 1993, surgiu o GRUPO MEMÓRIA, com uma proposta de pesquisa da memória institucional e da história da Psicanálise. Funcionou, tanto como grupo de pesquisas sobre as relações numa instituição psicanalítica, como, também, grupo de atuação político-institucional. Produziu algumas propostas que foram levadas ao Corpo Societário. Uma dessas propostas concretizou-se em 1992 com o evento: Uma Questão de Ordem. Ocasião em que o Auditório Luiz G. Dahlheim ficou, totalmente, ocupado pelos psicanalistas. Discutindo-se, de maneira ampla, a organização política da SPRJ. 

Porém, o mais emblemático desses tempos foi o debate, em 14 de janeiro de 1994, entre os representantes, Dr. Carlos Edson Duarte pela Chapa Integração e Dr. Jeremias Ferraz Lima pela Chapa Ética e Psicanálise, que concorriam ao pleito eleitoral da SPRJ em 24 de janeiro de 1994. O evento contou com 60 psicanalistas, sendo que muitos usaram, com veemência, a força de suas respectivas retóricas e esteve sob a coordenação do Dr. Ronaldo Victer. 

No período de 2002/04, mais um Membro da SPRJ participou dos trabalhos de governança da IPA: Psic. Maria Eliana Barbosa Mello Helsinger na Casa de Delegados − House of Delegates. 

Em setembro de 2005, SOCIEDADE PSICANALÍTICA DO RIO DE JANEIRO comemorou cinquenta anos de sua existência institucional – JUBILEU DE OURO. Inaugurou o Centro de Documentação, de Memórias e de Referências da Psicanálise (CDMRP), com a exposição Psicanálise e Modernismo. 

Durante o ano de 2008, a SPRJ trouxe para si o questionamento fundamental dos meios psicanalíticos, de então: o que é Psicanálise? Mas, ainda hoje, essa pergunta ecoa com respostas antagônicas e, às vezes, longe de um consenso. 

Durante todo o ano de 2008, a Comissão Científica da SPRJ reuniu, mensalmente, no Auditório Luiz Guimarães Dahlheim, em sua sede, dois apresentadores com visões diferenciadas da teoria e da prática analítica. Após a exposição de suas ideias, seguiase um debate com a plateia. Além dos debates diretos, a Comissão Científica elaborou um questionário de sete perguntas, em torno da mesma matéria, e o enviou para três psicanalistas: Glen Gabbard, Jorge Ahumada e Elias Mallet Rocha Barros (Editorial da Psicanalítica, Vol. IX, nº 1, 2008). 

Algo singular, no contexto institucional psicanalítico internacional, aconteceu a partir de 2010. Através de diálogos preliminares entre psicanalistas da SPRJ e da Associação Psicanalítica Rio 3 (APRIO 3), deu-se a fusão das duas Sociedades Psicanalíticas. Na Assembleia Geral da SPRJ, de 13 de julho de 2011, psicanalistas e candidatos da ex-Associação Psicanalítica Rio 3 (ela encerrou legalmente suas atividades) passaram a ser Membros da SPRJ, guardando suas qualificações da época. Incorporaramse ao quadro societário da SPRJ 18 (dezoito) psicanalistas. Entre eles, psicanalistas de Crianças e Adolescentes. E, ao quadro de formação do IEP – SPRJ, foram admitidos 9 (nove) candidatos. Assim, somaram-se 27 (vinte e sete) novos partícipes à ambiência SPRJ.  Importante realçar, o percurso histórico da ex-Associação Psicanalítica Rio 3. Originou-se de um grupo de psicanalistas da Sociedade Brasileira de Psicanálise do Rio de Janeiro (SBPRJ), que tomou a decisão de constituir um Grupo de Estudos independente nos moldes oficiais da IPA. Coube ao Dr. Waldemar Zusman, que havia ocupado a função de Vice-Presidente da IPA (1993), representar os anseios institucionais do novo grupo perante o Executive Council no 40º Congresso, em Barcelona / 1997. Como consequência, no 43º Congresso da IPA, em Nova Orleans (USA), Grupo de Estudos Rio 3 obteve a aprovação como Sociedade Provisória e, finalmente, como Sociedade Componente da IPA no 44º Congresso, realizado no Rio de Janeiro em 2005, passando a denominar-se Associação Psicanalítica Rio 3. 

Um dos empreendimentos profícuos, denominado de “Seminários Cine-Clínicos”, iniciado pelo Dr. Waldemar Zusman, que, mais tarde, com a ajuda de Dr. Neilton Dias, tornou-se Fórum de Psicanálise e Cinema, continua em plena atividade enquanto programação científica da SPRJ. 

A SPRJ possui a publicação regular de artigos científicos, através da PSICANALÍTICA – ÓRGÃO OFICIAL DA SOCIEDADE PSICANALÍTICA DO RIO DE JANEIRO, indexada ISSN 1679074X. É meritório lembrar-se, de todo o trajeto da publicação dos artigos que começou em 1980, com o formato de juntada mimeografa, distribuída como BOLETIM DA COMISSÃO CIENTÍFICA DA SPRJ. Faz-se, também, importante considerar, de extrema importância, que, no dia 30 de maio de 2016, houve um movimento genuíno dos Membros em, através de uma Plenária, estabelecer sob diversos aspectos, a elaboração e editoração da PSICANALÍTICA – A REVISTA DA SPRJ. O que significa o registro de conscientização institucional do patrimônio intelectual da SPRJ. 

Rescrito por Ronaldo Victer em outubro de 2017. 

Revisão por Vera Lucia Costa de Paula Antunes 

Fontes: 

-SPRJ – OPÚSCULO COMEMORATIVO DE 25 ANOS. SPRJ, 1980. 
-VICTER, R (1991): ELEMENTOS PARA UMA COMPREENSÃO DA PRÉ-HISTÓRIA DA SPRJ (REVISTA DE PSICANÁLISE DO RIO DE JANEIRO, VOLUME 1, NÚMERO 1, 1991). SPRJ/SBPRJ – BRASIL, RIO DE JANEIRO, 1991.   
-ABP NOTÍCIAS ANO VIII NÚMERO 24, NOVEMBRO 2004. RIO DE JANEIRO. 
-EDITORIAL: PSICANALÍTICA (VOL. IX, NÚMERO 1, 2008). SPRJ, 2008. 
-ATA SPRJ 13 de julho de 2011 -FEBRAPSI Roster 2011 -FEBRAPSI Roster 2015 -VICTER, R (2014): A CASA (PSICANALÍTICA, VOLUME XV – NÚMERO 1 – 2014). SPRJ – RIO DE JANEIRO, 2014. 
-VICTER, R (2016): ÓRGÃO OFICIAL DA SOCIEDADE PSICANALÍTICA DO RIO DE JANEIRO (PSICANALÍTICA, VOL. XVII, NÚMERO 1, 2016). SPRJ, 2016. 
-VICTER, R (2017): ALMANAQUE SPRJ (APRESENTAÇÃO EM REUNIÃO CIENTÍFICA DA SPRJ EM 27/06/2017) 

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